{"id":12,"date":"2011-06-01T10:18:09","date_gmt":"2011-06-01T13:18:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.quadrantes.com.br\/2011\/06\/01\/o-que-e-educacao-experiencial\/"},"modified":"2015-07-08T19:46:26","modified_gmt":"2015-07-08T22:46:26","slug":"o-que-e-educacao-experiencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.quadrantes.com.br\/index.php\/o-que-e-educacao-experiencial\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o Experiencial?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><img loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-598 alignleft\" src=\"http:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/circulo-2.jpg\" alt=\"circulo 2\" width=\"197\" height=\"147\" srcset=\"https:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/circulo-2.jpg 448w, https:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/circulo-2-150x112.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 197px) 100vw, 197px\" \/>&#8220;Diga-me e eu esquecerei.<br \/>\nMostre-me e eu posso me lembrar.<br \/>\nEnvolva-me e eu vou entender.&#8221;<\/strong><br \/>\nProv\u00e9rbio Chin\u00eas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitos me perguntam: o que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o Experiencial?<br \/>\nMesmo entre profissionais da \u00e1rea temos debatido bastante esta quest\u00e3o, por conta de alguns equ\u00edvocos e distor\u00e7\u00f5es que temos visto no mercado da educa\u00e7\u00e3o empresarial.<\/p>\n<p>Fui buscar no site da AEE (American Association for Experiential Education) alguns \u201cachados\u201d que aqui apresento em livre tradu\u00e7\u00e3o e com acr\u00e9scimos de coment\u00e1rios meus.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o Experiencial?<\/h3>\n<p><em><strong><a href=\"http:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/tt_raccooncircle_lg.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-592 alignleft\" src=\"http:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/tt_raccooncircle_lg.jpg\" alt=\"tt_raccooncircle_lg\" width=\"195\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/tt_raccooncircle_lg.jpg 195w, https:\/\/www.quadrantes.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/tt_raccooncircle_lg-150x111.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 195px) 100vw, 195px\" \/><br \/>\n<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>A Educa\u00e7\u00e3o Experiencial \u00e9 uma filosofia<br \/>\ne uma metodologia de ensino-aprendizagem.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta metodologia os educadores propositadamente se envolvem com os aprendizes na experi\u00eancia direta e na reflex\u00e3o orientada no sentido de aprimorar conhecimentos, desenvolver habilidades e clarificar valores.<\/p>\n<p><em>O termo educa\u00e7\u00e3o experiencial come\u00e7ou a ser utilizado a partir das experi\u00eancias educacionais de Kurt Hanhn, fundador da OB \u2013 Outward Bound em 1941, quando ao treinar jovens no manejo de veleiros para lapidar-lhes o car\u00e1ter, fez a diferencia\u00e7\u00e3o entre o que seria o treinamento pelo mar (aprendizado de vida proporcionado pela experi\u00eancia de velejar) contrapondo-o ao treinamento para o mar (aprendizado operacional das tarefas necess\u00e1rias para velejar).<\/em><\/p>\n<p>Entretanto, duas d\u00e9cadas antes na Fran\u00e7a, Celestine Freinet j\u00e1 utilizava atividades que proporcionavam experi\u00eancias diretas de aprendizagem aos seus alunos, como aulas-passeio no meio urbano e rural, confec\u00e7\u00e3o de jornal, livro da vida (\u201cdi\u00e1rio de bordo\u201d da turma), assembleias para solu\u00e7\u00e3o de problemas do cotidiano da classe, entre outras.<\/p>\n<p>Podemos citar tamb\u00e9m as atividades desenvolvidas por Giovanni Bosco em seu Orat\u00f3rio para Jovens, em Turim a partir de 1844, que utilizava jogos, divers\u00e3o e ensino de of\u00edcios para atrair, recuperar e educar jovens marginalizados e desfavorecidos e que se transformou em uma das maiores obras sociais e educacionais em favor da juventude na atualidade.<\/p>\n<p>Sabemos tamb\u00e9m que, na antiguidade cl\u00e1ssica ocidental, a observa\u00e7\u00e3o da natureza, a experimenta\u00e7\u00e3o, a filosofia, o conhecimento e a pr\u00e1tica eram uma coisa s\u00f3: a busca de entender a exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Podemos ent\u00e3o afirmar que, de certa forma, a educa\u00e7\u00e3o pela experi\u00eancia sempre existiu, mas quase n\u00e3o resistiu \u00e0 escol\u00e1stica p\u00f3s-renascimento cient\u00edfico e ao tecnicismo p\u00f3s- revolu\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<h3>Quem pode ser Educador Experiencial? <\/h3>\n<p>Professores, monitores de acampamento, facilitadores de atividades, construtores de equipes corporativas, terapeutas, \u201cpractitioners\u201d em eventos de desenvolvimento pessoais, educadores ambientais, guias, instrutores, treinadores, profissionais de sa\u00fade mental. . . e muito mais. Um Educador Experiencial \u00e9 algu\u00e9m que ensina atrav\u00e9s da experi\u00eancia direta.<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o os princ\u00edpios da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial?<\/h3>\n<p>Ao se refletir sobre os princ\u00edpios da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial \u00e9 fundamental ter em mente que:<\/p>\n<p>1. A prioridade ou ordem em que cada profissional coloca esses princ\u00edpios pode variar.<br \/>\n2. N\u00e3o h\u00e1 nenhum termo que engloba todas as fun\u00e7\u00f5es do participante-aprendiz no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial. O termo &#8220;participante&#8221; que utilizei na tradu\u00e7\u00e3o por ser mais pr\u00f3ximo da realidade corporativa (no original, \u201clearner\u201d) inclui alunos, clientes, trainees, treinandos, etc<br \/>\n3. N\u00e3o existe um termo \u00fanico que engloba todas as fun\u00e7\u00f5es do profissional dentro da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial. Portanto, o &#8220;educador&#8221; inclui terapeuta, facilitador, professor, treinador, m\u00e9dico, conselheiro, consultor, etc<\/p>\n<p>Para os membros da AEE, os princ\u00edpios comuns na pr\u00e1tica da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial s\u00e3o:<\/p>\n<p>* A aprendizagem experiencial ocorre quando experi\u00eancias cuidadosamente escolhidas s\u00e3o suportadas pela reflex\u00e3o, an\u00e1lise cr\u00edtica e s\u00edntese.<br \/>\n* As experi\u00eancias s\u00e3o estruturadas para incentivar o participante -aprendiz a tomar iniciativas, decidir e ser respons\u00e1vel pelos resultados.<br \/>\n* Durante o processo de aprendizagem experiencial, o participante est\u00e1 ativamente empenhado em fazer perguntas, investigar, experimentar, ser curioso, resolvendo problemas, assumindo a responsabilidade, sendo criativo e construindo significados.<br \/>\n* Os participantes est\u00e3o engajados intelectualmente, emocionalmente, socialmente, \u201ccom sua ess\u00eancia\u201d e\/ou seu corpo f\u00edsico. Este envolvimento produz a percep\u00e7\u00e3o de que a tarefa de aprendizagem \u00e9 aut\u00eantica.<br \/>\n* Os resultados da aprendizagem s\u00e3o pessoais e formam a base para futuras experi\u00eancias e novas aprendizagens.<br \/>\n* Relacionamentos s\u00e3o desenvolvidos e nutridos em tr\u00eas n\u00edveis: o participante consigo mesmo, com os outros participantes e com ambiente que o cerca.<br \/>\n* O educador e o participante podem ter uma experi\u00eancia de sucesso, de fracasso, de aventura, de risco e incerteza, porque os resultados da experi\u00eancia n\u00e3o podem ser totalmente previs\u00edveis. &#8211; Qualquer que seja o resultado, sempre proporcionar\u00e1 aprendizado.<br \/>\n* Oportunidades s\u00e3o identificadas e alimentadas para que participantes e educadores possam explorar e analisar os seus pr\u00f3prios valores.<br \/>\n* A principal fun\u00e7\u00e3o do educador \u00e9 estruturar experi\u00eancias apropriadas que coloquem problemas, definindo limites, apoiando os participantes, garantindo a seguran\u00e7a f\u00edsica e emocional, facilitando o processo de aprendizagem.<br \/>\n* O educador reconhece e incentiva as oportunidades espont\u00e2neas para a aprendizagem.<br \/>\n* Os educadores se esfor\u00e7am para estar ciente de seus vieses, julgamentos e preconceitos, e como estes influenciam o participante.<br \/>\n* O projeto da experi\u00eancia de aprendizagem inclui a possibilidade de aprender com as conseq\u00fc\u00eancias naturais dos erros e acertos.<\/p>\n<p>Arist\u00f3teles disse a Alexandre, o Grande, h\u00e1 mais de 2.300 anos atr\u00e1s:<br \/>\n<em>&#8220;Para as coisas que temos de aprender antes que possamos faz\u00ea-las, aprendemos fazendo. Os homens se tornam construtores construindo, e tocadores de lira tocando a lira; assim tamb\u00e9m n\u00f3s nos tornamos justos praticando atos de justi\u00e7a, moderados agindo moderadamente, e corajosos fazendo atos de bravura. &#8221;<br \/>\nARIST\u00d3TELES, \u00c9tica a Nic\u00f4macos<\/em><\/p>\n<p>Sendo assim, digo que o caminho da Educa\u00e7\u00e3o Experiencial se faz educando e experienciando e \u00e9 nesta troca de percep\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias que seguiremos educando pela e para a vida.<\/p>\n<p>Hoje sei que sou um Educador Experiencial e um vivente-aprendiz. E voc\u00ea?<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.aee.org\/about\/whatIsEE<\/p>\n<p><em><strong>Jos\u00e9 Lu\u00eds F\u00f3dra<\/strong> \u00e9 consultor de empresas, diretor-propriet\u00e1rio da Quadrantes Performance Humana e Organizacional, usa a Educa\u00e7\u00e3o Experiencial como umas das bases metol\u00f3gicas de seu trabalho e \u00e9 parceiro-amigo de um grupo seleto de empresas de consultoria e de facilitadores experienciais que realmente s\u00e3o educadores: fazem a diferen\u00e7a para as empresas e para as pessoas com quem atuam.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu posso me lembrar. Envolva-me e eu vou entender.&#8221; Prov\u00e9rbio Chin\u00eas &nbsp; Muitos me perguntam: o que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o Experiencial? 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